{"id":656,"date":"2011-01-28T12:56:00","date_gmt":"2011-01-28T15:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.atini.org.br\/2011_01_01_archive-html639229243016045007\/"},"modified":"2019-01-07T19:52:52","modified_gmt":"2019-01-07T22:52:52","slug":"atini-sou-eu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.atini.org.br\/en\/atini-sou-eu\/","title":{"rendered":"ATINI SOU EU"},"content":{"rendered":"<p>Depoimento de um volunt\u00e1rio:<\/p>\n<p>&#8220;Passamos nossa vida lutando por aquilo que acreditamos ser correto, por\u00e9m\u00a0 hoje entendo que existem causas e CAUSAS. Um exemplo de uma causa\u00a0que vale a pena\u00a0\u00e9 a causa da ATINI, que luta para\u00a0dar voz aos ind\u00edgenas que escolheram a VIDA.\u00a0\u00a0Sabemos que a vida, teoricamente, \u00e9\u00a0o bem maior a ser preservado\u00a0nas mais diversas leis, nacionais e internacionais. Mas na pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 isso que a gente v\u00ea.<\/p>\n<p>Sou volunt\u00e1rio de\u00a0Itaja\u00ed e estou dedicando parte de minhas f\u00e9rias como cuidador na ch\u00e1cara da ATINI. Um dia destes eu\u00a0estava conversando com a precursora deste movimento entre os ind\u00edgenas, a jovem\u00a0Muwaji Suruwah\u00e1. Perguntei a ela qual era\u00a0o significado da palavra ATINI em sua l\u00edngua. A resposta que recebi foi surprendente. Ao inv\u00e9s de me explicar o significado da palavra em si, Muwaji me respondeu com simplicidade:<\/p>\n<p><strong>&#8211; Diego, ATINI SOU EU, que n\u00e3o quis entregar iganani para ser morta, mas escolhi cuidar dela e\u00a0v\u00ea-la crescer .<\/strong><\/p>\n<p>Muwaji escolheu n\u00e3o matar sua filha, condenada por ter problemas de desenvolvimento motor devido a uma paralisia cerebral. Ela escolheu seguir um caminho diferente e pedir ajuda. Confesso que por alguns minutos fiquei emba\u00e7ado com sua resposta, tomado pela felicidade de\u00a0constatar que n\u00e3o somos s\u00f3 n\u00f3s, os chamados \u201ccivilizados\u201d, que entendemos a profundidade e import\u00e2ncia desta causa. Ficou claro para mim que os ind\u00edgenas\u00a0atendidos pela organiza\u00e7\u00e3o\u00a0entendem a import\u00e2ncia desse grito que soltaram em favor de suas crian\u00e7as e da vida.<\/p>\n<p>Depois dessa conversa\u00a0fiquei ainda mais firme e consciente de que estamos sim no caminho certo, que \u00e9 o caminho de dar voz \u00e0queles que por muito tempo n\u00e3o a\u00a0tiveram. Hoje, quando ando pela ch\u00e1cara, posso ouvir muitas risadas e rostinhos das mais diversas etnias e com isso respiro aliviado pois o choro abafado pela terra de uma cova foi trocado pela alegria de ter tido mais uma chance de vida.&#8221;<\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">Iganani na equoterapia<\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\" href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_uJkI65sCysk\/TUK4QwXIMhI\/AAAAAAAABdI\/ZHwJzCmU8Z8\/s1600\/SANY2869.JPG\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.atini.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/SANY2869.jpg\" width=\"240\" height=\"320\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">Iganani na festa de natal, com presentes doados por um projeto<\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">da Igreja Batista do Calv\u00e1rio, em Rio Claro, SP.<\/div>\n<p><em>Depoimento de Diego Luiz Fel\u00edcio, volunt\u00e1rio na ATINI durante o m\u00eas de janeiro de 2011.<\/em><\/p>\n<p><em>Muwaji vive em Bras\u00edlia com seus filhos Iganani, Irurai, Ahuhari e Inikiru. Recentemente ela pediu que Ahuhari, seu filho adolescente, fosse levado para passar uma temporada na casa de amigos numa ch\u00e1cara em Porto Velho. L\u00e1 moram duas fam\u00edlias de mission\u00e1rios que j\u00e1 viveram na aldeia suruwah\u00e1, falam a l\u00edngua e conhecem bem a cutura ind\u00edgena. Como Ahuhari j\u00e1 \u00e9 adolescente, segundo a cultura suruwah\u00e1, rapazes adolescentes devem sair para passar temporadas longe da m\u00e3e, como parte importante do seu desenvolvimento. Muwaji pediu ent\u00e3o que Ahuhari fosse\u00a0visitar estes amigos mission\u00e1rios em Porto Velho por um per\u00edodo. Enquanto est\u00e1 l\u00e1, Ahuhari est\u00e1 participando de cursos de educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena com jovens ind\u00edgenas de diversas etnias. <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depoimento de um volunt\u00e1rio: &#8220;Passamos nossa vida lutando por aquilo que acreditamos ser correto, por\u00e9m\u00a0 hoje entendo que existem causas e CAUSAS. 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